Publicado por: Guará Matos | 07/02/2010

MARCHINHA DE CARNAVAL, ELA É CARIOCA…

Marchinha de Carnaval é um gênero carioca que teve seu grande apogeu entre os anos de 1920 até 1960, antes da explosão dos sambas enredos.

Porém a primeira marchinha que se tem notícia remonta o ano de 1889.  “Abre Alas” foi composta para o Cordão Rosa de Ouro e foi assinada por ninguém menos que Chiquinha Gonzaga:

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Eu sou da Lira
E não posso negar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar

Mas quem pensa que é um ritmo originário do Brasil,  se engana. A marchinha foi importada dos nossos irmão lusitanos, ora, pois! Sofreu influencias das marchas militares portuguesas até  1920. Mas a partir daí virou produto com tempero nacional.

Os primeiros “gourmet” dessa culinária musical brasileira foram Sinhô, Freire Junior e Eduardo Souto. A grande explosão chegou, quando caiu nas vozes de Carmem Miranda, Dalva de Oliveira, Blecaute, Sílvio Caldas e mais uma turma de gente competente que fazia dos Carnavais cariocas uma grande festa nas ruas e nos salões, interpretando os grande compositores do porte de João de Barro o Braguinha, Alberto Ribeiro, Noel Rosa, Lamartine Babo e Ary Barroso.

AS PASTORINHAS

(Noel Rosa e Braguinha)

A estrela d’alva
No céu desponta
E a lua anda tonta
Com tamanho esplendor
E as pastorinhas
Pra consolo da lua
Vão cantando na rua
Lindos versos de amor

Linda pastora
Morena da cor de Madalena
Tu não tens pena
De mim que vivo tonto com o teu olhar
Linda criança
Tu não me sais da lembrança
Meu coração não se cansa
De sempre e sempre te amar

Sem esquecer Benedito Lacerda e Humberto Porto, com a  Jardineira:

 “O jardineira por que estas tão triste
Mas o que foi que te aconteceu
Foi a Camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu
Foi a Camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu.

Vem jardineira
Vem meu amor
Não fique triste
Que este mundo é todo teu
Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu”.

Olha o confete, lá vai a serpentina….

Mas o grande compositor que se tem notícias desse estilo musical é o Jornalista João Roberto Kelly. São centenas de composições de sucesso. Entre tantas, citamos:

- "Cabeleira do
Zezé";

- "Colombina do Iê Iê";

- "Mulata Bossa Nova";

- "Bota Camisinha" (com Chacrinha);

- "Maria Sapatão" (Com Chacrinha).

Que tal a gente cair na folia,vamos?

Olha a cabeleira do Zezé
Será que ele é
Será que ele é

Será que ele é bossa nova
Será que ele é maomé
Parece que é transviado
Mas isso eu não sei se ele é

Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele”!

Está tão bom que vou brincar com prevenção:

“Bota camisinha
Bota meu amor
Que hoje tá chovendo
Não vai fazer calor

Bota a camisinha no pescoço
Bota geral
Não quero ver ninguém
Sem camisinha
Prá não se machucar
No Carnaval…”.

Já prepararam as fantasias?

Publicado por: Guará Matos | 04/02/2010

CAPELA DE SÃO JOSÉ DAS PEDRAS

Madureira é um bairro de importância extrema para o Rio de Janeiro, por razões já conhecidas, principalmente as culturais. E falar dessa “cidade” chamada Madureira (Zona Norte do RJ) em uma única publicação é desrespeitas as suas tradições.

Então vamos a mais um capítulo.

Andando pelo bairro e olhando para o alto, vamos ter grata surpresa de vermos, 360 degraus acima, a Capela de São José das Pedras (São José de Madureira). Uma construção datada entre os anos de 1901 e 1904 e sendo reconstruída em 1931.

E segundo o que contam, alguns caçadores no fim do século subiram o morro para buscar proteção contra a chuva e lá encontraram a imagem de São José sobre uma pedra. Acreditaram estarem diante de um milagre e  partir desse “acontecimento” se inicio a devoção ao local.

Os moradores de Madureira se orgulham em dizer que São José das Pedras tem um degrau  a mais que a Igreja da Penha, também na Zona Norte (a escadaria foi construída em 1978) e por isso também é um ponto turístico importante (apesar de infelizmente não esta no roteiro) que deve ser visitado.

Para os fieis, a capela de São José das Pedras é um recanto de luz e paz.

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Informações: Subprefeitura da Zona Norte – Rua Luis Coutinho Cavalcante, 576
CEP: 21675-350 - GuadalupeTels: 3350-8415/3350-3708
FAX: 3359-5442
- Rio de Janeiro – RJ

Publicado por: Guará Matos | 31/01/2010

FEIRA DE SÃO CRISTOVÃO

“Olha a buchada de bode”!

“Esta saindo fresquinho agora, um feijão de corda”!

“Chegou a pinga da boa”!

“Vai levar uma lembrancinha freguesa”?

“O show de forró vai começar dentro de alguns minutos”!

Essas são algumas das expressões ouvidas constantemente no Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas ou simplesmente, Feira de São Cristovão.

E vocês pensam que é de agora? Começou em 1945 com os nordestinos que chegavam ao Bairro de São Cristovão, na Zona Norte da Cidade do Rio de Janeiro em caminhões “pau de arara” vindo de seus estados de origem para trabalhar na construção civil.

Até 2003 a feira era realizada no Campo de São Cristovão, a céu aberto. Mas a prefeitura carioca sensível as dificuldades que os comerciantes e clientes estavam expostos, reformou o Pavilhão e transferiu o evento para o interior daquele espaço, onde boa estrutura com banheiros, estacionamento, segurança e proteção contra a chuva e o Sol, pois as barracas são fixas, dão mais tranqüilidade a quem trabalha e freqüenta.

O visitante bode usufruir das comidas e bebidas típicas, artesanato, atrações musicais, literatura de cordel, repentistas e outras atrações com motivos nordestinos.

images.mbazilio.multiply.com

São 65 anos de bons serviços prestados no que tem de melhor na cultura do Nordeste.

 

É só se achegar, oxente!

Publicado por: Guará Matos | 29/01/2010

NO RIO DE JANEIRO ATÉ A LUA FERVE!

Parece até uma grande festa animada por Celly Campelo no auge da década de 1960, com o “Banho de Lua”, seu hit mais famoso:

 “Tomo um banho de Lua, fico branca como a neve

Se o luar é meu amigo, censurar ninguém se atreve

É tão bom sonhar contigo, oh! Luar tão cândido”.

Com esse calor pelos 40 graus, só um “banho de Lua” para refrescar. E isso esta sendo feito diariamente pelos cariocas, que por estarem próximos ao mar não precisam pensar muito para curtir as noites quentes do Rio de Janeiro na beira da praia.

E essa prática que tem agradado a galera, vai do “Leme ao Pontal”, como diria o síndico Tim Maia, passando por Copacabana, Arpoador, Ipanema, Leblon, São Conrado, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.  Em cada espaço de areia rola alguma coisa.

Uns curtem o banho puro e simples, outros do “jacaré” ou surf, querem outras ondas. Mas alguns vão de “danceteria a beira mar”, o lual ainda é bem cultuado e também tem as cantorias, com violão, flauta e tal. E o céu! ah, o céu…

 O Rio de Janeiro brinca de ser ótimo!

Publicado por: Guará Matos | 26/01/2010

MACIÇO DE ITAÚNA – SÃO GONÇALO/RJ

O Maciço de Itaúna em São Gonçalo, no Grande Rio, guarda uma riqueza natural com mais de 60 milhões de anos de idade, que vem despertando cada vez mais os estudos dos geólogos e também a procura dos praticantes do Vôo Livre. Para não citar os visitantes, que aproveitam para apreciar a bela vista da Baia de Guanabara e seus atrativos.

Para os especialistas em Geologia o local apresenta em suas encostas as rochas magmáticas, resultantes de vulcanismo explosivo, que podem ser observadas em suas encostas. Mas geólogos tranquilizam a população que esse vulcão esta extinto definitivamente e não há o menor risco de voltar à ativa. Em compensação as possibilidades do Maciço se tornar um centro de estudos geológicos são grandes, além de turismo ecológico e científico.

Mas a turma do “Sonho de Ícaro” quer mesmo é voar. Com cerca de 300 metros de altitude e com algumas das melhores condições climáticas de todo Estado do Rio de Janeiro, o Maciço de Itaúna dá aos praticantes de parapente e asa-delta quase a certeza de que céu é o limite.

E entre estudos e vôos, o visitante ainda têm um pedaço da Mata Atlântica que pode ser admirado…

… E preservado.

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Pesquisa: Google e  http://itaunasaogoncalo.blogspot.com 

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